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Como funciona o Enem: tudo que você precisa saber sobre a prova

Celular acessando a pagina do enem

Entender como funciona o Enem não é nenhum mistério e faz toda a diferença na hora de se preparar para a prova.

Afinal, quanto melhor você conhecer o processo, mais próximo vai estar de passar por ele sem sufoco ou sobressaltos.

Todos os anos, Brasil afora, milhões de alunos testam os seus conhecimentos no Exame Nacional do Ensino Médio.

Em comum, eles veem na prova uma chance de ingressar na universidade dos sonhos, começando a trilhar uma carreira de sucesso na profissão escolhida.

Se você faz parte desse grupo, que tal dar uma pausa nos estudos e conhecer mais sobre o Enem?

Acredite, são muitos os detalhes envolvidos, alguns deles ignorados pelos candidatos, apesar de importantes.

Se você quer sair na frente, a dica é seguir com a gente neste artigo e conferir um verdadeiro guia sobre as provas, as vagas, as notas e tudo mais que envolve o processo seletivo.

Boa leitura!

O que é o Enem?

Como funciona o Enem, Aluno respondendo gabarito do enem
O que é o Enem?

O Exame Nacional do Ensino Médio, mais conhecido como Enem, é uma prova unificada que serve como processo seletivo para ingresso nas principais instituições de ensino superior do Brasil.

Além disso, é critério de seleção para bolsas do ProUni e financiamento estudantil do Fies.

O que nem todo mundo sabe é que, muito antes de servir como uma espécie de vestibular, o Enem já era aplicado anualmente para avaliar a qualidade do Ensino Médio no País.

Aliás, o próprio nome ajuda a entender as suas origens.

E foi apenas em 2009, mais de 10 anos após a sua criação, que a prova ganhou o peso e a proposta atuais.

Para quem busca ingressar em uma universidade e começar a construir seu futuro profissional, o Enem é uma chance de evitar o desgaste de inúmeros vestibulares diferentes, com conteúdos diversos.

Como funciona o Enem?

Como funciona o Enem, Aluno estudando para o enem
Como funciona o Enem?

Então, como funciona o Enem?

Para obter uma resposta completa, é preciso avaliar diferentes aspectos, desde o cronograma envolvido até a forma de utilização da nota.

Para não restar qualquer dúvida, separamos todas as informações em itens específicos, que facilitam a sua consulta.

Vamos começar?

Cronograma do Enem

Embora a prova seja realizada apenas uma vez por ano, o cronograma é extenso.

O principal motivo é o número de inscritos, que gira em torno de 5 milhões a cada ano.

Essa característica exige uma ampla organização por parte do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – autarquia federal responsável pela produção, aplicação e segurança do processo seletivo.

Em 2019, por exemplo, o cronograma iniciou em março e terminará em janeiro de 2020, com a divulgação dos resultados.

Isso sem considerar a apresentação de desempenho dos chamados “treineiros”, aqueles que ainda não concluíram o Ensino Médio e realizam a prova apenas para ganhar experiência.

Pela frente, os inscritos ainda esperam pela divulgação do cartão de confirmação, com data ainda não anunciada, além de outros quatro momentos que merecem atenção.

São eles:

  • Dia 3 de novembro: aplicação das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias
  • Dia 10 de novembro: aplicação das Provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias
  • Dia 13 de novembro: publicação dos gabaritos e dos cadernos de questões
  • Janeiro de 2020: divulgação dos resultados individuais.

Participação

Em 2019, foram confirmados quase 5,1 milhões de inscritos para o Enem.

Apesar de alto, o número representa uma queda em relação a 2018, que contou com 5,5 milhões de candidatos aptos a realizarem as provas.

Todos os anos, o Inep divulga informações que ajudam a entender melhor o perfil de quem participa do Enem.

Veja alguns dados:

  • A maioria (59,5%) dos inscritos são mulheres
  • A faixa etária de 21 a 30 anos é a predominante (26,7%)
  • Os egressos (aqueles que já são formados no Ensino Médio) correspondem a 58,7% dos inscritos
  • Os treineiros representam 12,1% do total de participantes
  • A isenção da taxa de inscrição foi concedida a 58,5% dos participantes
  • São Paulo é o estado com maior número de candidatos: 937.329.

Quem pode fazer o Enem?

Esta é uma pergunta comum a quem busca entender como funciona o Enem.

Basicamente, qualquer pessoa que tiver interesse pode fazer o exame.

Afinal, são muitas as possibilidades de uso da nota alcançada.

Isso significa que mesmo quem não terminou o Ensino Médio pode optar por realizar a prova e começar a treinar.

Quem já conclui os estudos há mais tempo também está habilitado.

Como é feita a inscrição?

As inscrições para o Enem, que já estão encerradas para a prova de 2019, são realizadas apenas via site.

Durante o processo, é preciso informar uma série de dados.

Entre eles, destaque para os seguintes:

  • Número de telefone (fixo ou celular) e endereço de e-mail
  • Município para a realização da prova
  • Língua estrangeira escolhida (espanhol ou inglês)
  • Necessidade de atendimento especializado
  • Senha de acesso ao sistema.

Por falar em senha, tanto ela quanto o número de inscrição devem ser anotados em um lugar seguro – mas que você não esqueça qual é, claro.

Esses dados são utilizados tanto para acompanhar o andamento da inscrição quanto para acessar os resultados de desempenho.

Como funciona o pagamento?

Em 2018, o Enem custava R$ 82, mas, em 2019, o valor foi reajustado para R$ 85.

Ainda antes de fazer a inscrição, é possível solicitar a isenção desse valor.

O pedido também é realizado apenas via site, e a concessão passa por análise de alguns critérios.

Entre os que podem fazer a solicitação, estão:

  • Quem está no último ano do Ensino Médio em uma escola pública declarada ao Censo Escolar
  • Quem realizou todo o Ensino Médio em escola pública ou, então, como bolsista na rede privada, e que, além disso, tenha renda per capita igual ou menor a um salário mínimo e meio
  • Quem está em situação de vulnerabilidade socioeconômica (membro de família de baixa renda) e que possua Número de Identificação Social (NIS). Também é preciso que a renda per capita seja de até meio salário mínimo por mês ou que a renda total da família não seja maior do que três salários mínimos

O resultado da solicitação pode ser acompanhado diretamente pelo site.

Aqueles que não conseguirem obter a isenção, assim como os demais pagantes, devem preencher todos os dados de inscrição solicitados pelo sistema, gerar a Guia de Recolhimento da União (GRU) e fazer o pagamento dentro do prazo indicado.

Cumprida essa etapa, você está apto a realizar o Enem.

A prova

Entendeu como funciona o Enem até aqui?

Agora, é hora de falar mais sobre a prova. Ou melhor: provas, no plural.

Realizadas em dois dias, elas são divididas em quatro áreas temáticas, além da redação.

Vamos aos detalhes:

  • Primeiro domingo (5h30min de duração): Ciências Humanas e suas Tecnologias (45 questões), Linguagens e suas Tecnologias (45 questões) e redação
  • Segundo domingo (5h de duração): Ciências da Natureza e suas Tecnologias (45 questões) e Matemática e suas Tecnologias (45 questões)

No total, portanto, são 180 questões de múltipla escolha.

Para 2019, o Enem traz duas novidades em relação aos cadernos de prova.

Agora, eles passam a contar com linhas para rascunho no desenvolvimento da redação e oferecem espaço para o candidato realizar cálculos.

Como as matérias do Enem são divididas?

Como vimos, os cadernos de prova se dividem em quatro matérias, além da redação.

A seguir, vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma delas.

Ciências Humanas e suas Tecnologias

Filosofia, Geografia, História e Sociologia são as disciplinas correspondentes a esse grupo.

É bastante comum que essa parte da prova envolva tirinhas de humor, notícias divulgadas na mídia, charges e também gráficos.

O objetivo é estimular a interpretação do aluno, que deve também ser capaz de relacionar as imagens com questões próprias do conteúdo.

O caderno de Ciências Humanas e suas Tecnologias costuma ser conhecido por trazer questões extensas, que exigem atenção e muita calma na hora da leitura.

A dica é não se assustar com a quantidade de linhas e interpretar o que aquelas informações representam.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

As disciplinas de Biologia, Física e Química são as abrangidas pelo caderno de Ciências da Natureza e sua Tecnologias.

Para além das fórmulas encontradas nos conteúdos dessas áreas, o aluno pode esperar do Enem a proposta de resolver questões do universo técnico-científico.

Os temas abordam, por exemplo, reciclagem, recursos hídricos, impactos gerados por atividades socioeconômicas e tudo mais que envolve o meio ambiente.

Ou seja, manter-se atualizado sobre as notícias pode ajudá-lo a responder perguntas dessas disciplinas.

Matemática e suas Tecnologias

As questões matemáticas estão entre as que mais causam ansiedade nos inscritos.

Além de conhecer o conteúdo e ter um raciocínio lógico aguçado, é preciso ser capaz de interpretar e relacionar as informações dispostas em gráficos.

Entre as preocupações mais comuns na hora dos cálculos está a dificuldade em manter o controle do tempo.

Uma dica – que vale para todas as disciplinas – é não focar apenas nas fórmulas e operações envolvidas, mas também estar atento à interpretação da situação-problema descrita.

Esse é o primeiro passo para buscar a resposta correta. Muitas vezes, encontrá-la é bem mais simples do que pode parecer.

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Você já deve ter percebido que dominar a interpretação é um requisito fundamental para se sair bem nas provas do Enem, não é mesmo? Neste caderno, que engloba as disciplinas de Artes, Língua Estrangeira e Língua Portuguesa, não é diferente.

Mais uma vez, espere por questões extensas, recheadas dos mais variados tipos textuais, como notícias, trechos de obras literárias, quadrinhos e propagandas.

Para se sair bem, a principal dica é, além de estudar os tópicos específicos do conteúdo, ler muito. Não apenas livros, mas também artigos científicos, blogs e portais de notícias.

Essa diversidade vai ajudar você a compreender os mais variados estilos de texto.

Como é a redação do Enem?

Não dá para ter certeza sobre qual vai ser o tema da redação do Enem, mas isso não significa que não existam maneiras de se preparar para a escrita desse conteúdo de caráter dissertativo-argumentativo.

Em síntese, o objetivo da redação é que o candidato seja capaz de criar uma tese a respeito do tema, organizando seus argumentos para defender o seu ponto de vista.

Tudo isso para, ao fim – mais especificamente no último parágrafo -, propor uma solução.

Assim, tudo se resume em identificar a problemática, descrever o seu posicionamento e mostrar possíveis saídas para resolver a situação.

Como funciona o cartão de resposta do Enem?

Muita gente pode até não dar muita bola para o cartão de resposta, mas a verdade é que de nada adianta saber as respostas corretas se elas não forem marcadas de maneira apropriada.

Ao preencher o cartão de resposta, é preciso especificar tanto a cor quanto a frase em destaque no caderno de prova.

Outra dica valiosa: não ignore a orientação que fala para não assinalar a resposta certa apenas com um “x” ou um traço.

Como a leitura do cartão é feita por uma máquina, é necessário garantir que ela reconheça a alternativa assinalada.

Isso significa preencher toda a bolinha com a caneta.

Vale lembrar ainda que não são admitidas rasuras ou emendas na folha de redação, sob pena de o seu texto sequer ser corrigido.

Como funciona o relógio do Enem?

A falta de um relógio para acompanhar o tempo de prova pode deixar os candidatos ansiosos e até mesmo perdidos.

Por isso, é importante simular a realização de provas anteriores do Enem diversas vezes e entender melhor a sua própria dinâmica.

No primeiro dia, por exemplo, são 5h30min de prova, com 90 questões para responder e mais a redação.

Os especialistas costumam indicar a reserva de 1h10min para escrever a redação, além de outros 20 minutos para preencher o cartão de resposta.

Assim, o ideal é que você gaste uma média de 2 minutos por questão, para que ainda sobre algum tempo para eventuais revisões e também para voltar a perguntas mais complexas.

Já no segundo dia, que tem 5 horas de duração, o prazo para resolver cada questão é um pouco maior e fica próximo aos 3 minutos – sempre lembrando de separar um tempo para preencher o gabarito e para rever dúvidas que se acumularam ao longo do teste.

Correção e nota

Prova do enem, maçã, chocolate e canetas em cima de uma mesa
Como funciona o Enem?

Prova realizada? Quase tudo dominado sobre como funciona o Enem?

Então, é hora de falarmos um pouco sobre o processo de correção e a tão esperada nota do Enem.

Como é feita a correção do Enem?

Sabe aquele cartão de resposta que você preencheu? Ele é encaminhado para uma empresa especializada, que vai gerar os resultados atingidos por cada participante.

Fim de papo? Nada disso.

É depois dessa etapa que o processo fica um pouco mais complicado.

Após o envio dos resultados para uma base de dados, eles são analisados por uma equipe composta por estatísticos, psicometristas e também matemáticos.

O modelo de análise é a Teoria de Resposta ao Item, mais conhecido como TRI.

Como é calculada a nota?

Como acabamos de ver, o cálculo da nota do Enem atende à análise TRI.

Basicamente, ela considera três parâmetros distintos para avaliar o nível atingido pelo aluno em cada uma das áreas:

  • Dificuldade do item
  • Diferenciação de conhecimento entre candidatos
  • Análise dos acertos casuais (o bom e velho chute).

A premissa é de que não é viável, considerando o intuito de avaliar o conhecimento que cada aluno acumulou no Ensino Médio, atribuir o mesmo peso a todas as questões.

Como em qualquer prova, existem algumas mais difíceis e outras mais simples.

O objetivo da TRI é justamente identificar esse nível de assimilação do conteúdo. Ou seja, quanto mais questões classificadas como difíceis você for capaz de acertar, maior o seu conhecimento.

Assim, o sistema entende que você também deve acertar as questões médias e fáceis, pois foi capaz de responder as difíceis com alto grau de acerto.

Quando você acerta as difíceis, mas não as fáceis, o sistema interpreta que pode ter ocorrido um simples chute. Assim, você pode perder pontos na nota final.

Isso ajuda a entender como dois candidatos que tiveram o mesmo número de acertos podem terminar com duas notas distintas.

Por outro lado, não significa que você nunca deva usar o chute como recurso.

Como as questões deixadas em branco são automaticamente contabilizadas como erro, tentar a sorte é uma saída melhor para aquelas perguntas que não foram possíveis resolver ou que você simplesmente não conseguiu se decidir por um alternativa.

Como funciona o sistema de cotas do Enem?

Você sabia que, na verdade, não existe um sistema de cotas do Enem?

O seu resultado na prova não gera aprovação direta em nenhuma universidade. O que acontece é o aproveitamento do desempenho do aluno para concorrer a vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

Isso significa que as universidades públicas que aderem ao Enem estão, na verdade, transferindo suas vagas para o SiSU, que tem como sistema de cotas mais usado o previsto pela Lei nº 12.711/2012.

Essa legislação nacional prevê que metade das vagas das instituições federais de ensino deva ser reservada para quem cursou todo o Ensino Médio em escolas públicas. Há também especificações por renda e raça.

Utilização da nota

Deu para entender melhor como funciona o Enem e o aproveitamento da sua nota?

Além do SiSU, existem outras formas de utilização. Veja, a seguir, quais são elas.

Entrar na faculdade

Algumas universidades já passaram a adotar o Enem também como processo seletivo.

É o caso da UPIS, que destina 30% das vagas oferecidas no vestibular para inscritos no Enem que desejam ingressar na Instituição.

Para isso, o candidato precisa alcançar uma nota igual ou maior do que 30%.

O cálculo do percentual é feito com base na média obtida nas provas objetivas somada à nota da redação, dividida por dois.

Ficou interessado? Acesse o site e saiba mais!

Prouni

Para quem fez o Enem e deseja ingressar em universidades particulares, também é possível contar com as bolsas oferecidas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).

As bolsas podem ser parciais ou integrais e abatem os custos de mensalidade, de acordo com o percentual do benefício alcançado.

Além de ter conseguido uma nota de ao menos 450 pontos e de não ter zerado a redação, é preciso se encaixar em alguns critérios de caráter socioeconômico para ser contemplado.

Bolsa de estudos

Outra opção para pagamento da mensalidade em universidades particulares é obter um financiamento estudantil do Fies, um programa do governo federal criado em 2001.

Diferente do Prouni, porém, o estudante contemplado precisa pagar a sua dívida posteriormente.

As vantagens incluem os juros mais baixos – ou até mesmo inexistentes – e uma série de facilidades de parcelamento.

Concluir o Ensino Médio

Concluir o Ensino Médio com a nota obtida no Enem era uma opção até o ano de 2016.

De lá para cá, no entanto, os interessados precisam realizar uma prova específica para esse fim: o Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Conclusão

Celular acessando a pagina do enem
Conclusão

Gostou do nosso guia sobre como funciona o Enem? Esperamos que ele tenha ajudado você a tirar as suas dúvidas.

Agora. é hora de focar nos estudos e se preparar para fazer bonito nas provas.

Nós, da UPIS – Faculdades Integradas, já estamos esperando por você!

Aproveite o espaço dos comentários para contar para a gente qual curso você deseja fazer!

Até a próxima!

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